11 junho, 2007

Prostituição em debate

Prostituição é a efetivação de práticas sexuais, hetero ou homossexuais, com diversos indivíduos e remuneradas, num sistema organizado, funcionando como um mercado de oferta e procura. O negócio da prostituição rende aos cafetões milhões de dólares, porque a prostituição não se reduz a um ato individual de uma pessoa que aluga o seu sexo por dinheiro, é uma organização comercial com dimensões locais, nacionais, internacionais e transnacionais onde existem três parceiros: pessoas prostituídas, cafetões e clientes, assim descreve o blog http://prostinfantiladoles.zip.net/.
O portal de notícias G1 apresentou no último dia 2 uma matéria abordando o tema Turismo Sexual. Os turistas chegam aos países atraídos pelo sexo fácil com garotas das mais diversas idades, inclusive, crianças. O site destaca que “cerca de três milhões de crianças são vítimas a cada ano da exploração sexual no mundo e, num total de 842 milhões de turistas, 10% escolhem seu destino em função da "oferta" em matéria de sexo, segundo um relatório publicado por ocasião do primeiro Dia Mundial por um Turismo Responsável”. No texto ainda destaca que na França, o Sindicato nacional de agências de viagem (SNAV) se dispõe a sensibilizar seus clientes através de folders distribuídos durante as viagens. "Manter relações sexuais com menores leva à prisão", alerta um filme divulgado nos aviões da Air France.
O tema quase não é abordado no site de relacionamentos, orkut, há apenas uma comunidade de combate a prostituição infantil, criada em março de 2006. A comunidade apresenta apenas quatro participantes e não contém nenhum comentário em seu quadro de fórum nem comunidades relacionadas. Já comunidades que aprovam a prostituição são cinco, mas todas sem uma participação significante. Entre elas está a comunidade “Eu saio com prostitutas”, criada em novembro de 2006 e com apenas um participante.
A novela "Paraíso Tropical", exibida às 21h na Rede Globo, aborda o tema prostituição. Representada pela atriz Camila Pitanga, Bebel busca um parceiro fixo que lhe sustente para sair da vida de prostituta do calçadão de Copacabana, bairro da capital carioca. A personagem está fazendo um grande sucesso e sugere que a sociedade faça uma reflexão sobre o tema que ainda apresenta preconceitos e tabus.

*Texto desenvolvido para a disciplina Cibercultura.
**Foto: Internet

30 maio, 2007

Chegar à universidade pública é a realização do sonho de muitos alunos da rede pública


Claudia Caciquinho

Meiga, com voz em tom suave, assim é Iara Soares Santos, 20 anos, estudante do primeiro semestre do curso de Pedagogia, da Universidade Estadual da Bahia (UNEB). Jovem cheia de sonhos espera trabalhar na área da psicopedagogia ou recursos humanos. Estudou em escola pública desde a 5ª série do ensino fundamental. Cursou o ensino médio na Escola Estadual Democrática Professor Rômulo Almeida, localizada no bairro Imbuí, na capital baiana e conquistou através de muito estudo uma vaga na universidade pública, objetivo de muitos alunos que estudam na rede pública de ensino.

Ao concluir o 3º ano, Iara se matriculou num cursinho pré-vestibular particular. A universitária enfatiza: “O ensino público é muito carente, vários assuntos que vi no cursinho não vi na escola, principalmente, na disciplina física. Apenas com o conteúdo visto na escola não é capaz de aprovar um aluno na universidade pública, mas depende muito do aluno. Acho que o governo deve dar uma atenção maior ao ensino público”. Falou ainda, com entusiasmo e gratidão, que os professores são muito dedicados, sobretudo, apresentam boa vontade em tirar dúvidas quando um aluno chega com alguma questão de prova de vestibular para ser solucionada. Nas avaliações da escola sempre tinha questão de vestibular, ressalta a futura pedagoga.

Segundo a professora de Geografia Veruska Assad, o aluno da escola pública chega ao ensino médio sem uma base estruturada, sem preparo. “No colégio há uma boa coordenação, valorizando o aluno, mesmo diante de tantas dificuldades. O lado humano é que fala mais alto”, ressalta a docente, que trabalha nesta escola.

No 3º ano, do ensino médio, há uma direção específica para o vestibular nesta escola. A equipe de professores está sempre voltada aos assuntos em evidência e que possivelmente poderão cair no concurso. Buscam estar sempre atualizados para colocar o aluno apto para prestar o vestibular. Na disciplina de Língua Portuguesa, por exemplo, são trabalhados os livros e os filmes que poderão ser questões nas provas, assim como as demais matérias também estão voltadas para o exame rumo à universidade, disse a professora.
Em 2005, o colégio obteve uma avaliação satisfatória no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) ficando na sexta colocação, com relação ao estado baiano. Há bons resultados na aprovação de alunos nos concursos da UNEB e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), disse com orgulho a professora de Geografia.

É através de convênios com suas quatro universidades públicas estaduais, que o governo da Bahia facilita o acesso do estudante da escola pública à faculdade através de cotas. O Universidade Para Todos e Faz Universitário, são programas oferecidos pelo governo estadual. Para participar o aluno precisa ter estudado em escola pública desde a 5ª série do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio, declara Patrícia Machado, coordenadora do programa Universidade Para Todos.Além destes programas o Governo Federal dispõe o Programa Universidade Para Todos (PROUNI), com bolsas, integrais ou parciais, para alunos de baixa renda às universidades particulares. Mas para isso o aluno deve ter cursado todos os anos do ensino médio em escola pública, informações disponíveis no site do MEC.


*Texto desenvolvido para a disciplina Oficina de Texto II, em maio/2007.
** Foto: Internet

10 maio, 2007

A dupla jornada de jovens mães estudantes

Claudia Caciquinho

Grávida de seu primeiro filho, Gleice Pereira dos Santos, 17, está cursando a 2ª série do ensino fundamental na Escola Municipal Agnelo de Brito, no bairro da Boca do Rio. A futura mamãe ainda tem uma importante etapa a ser vencida: concluir seus estudos. A iniciação sexual precoce, a falta de alguns cuidados e de uma orientação direcionada, faz que o risco de acontecer uma gravidez inesperada possa se tornar um grande problema para as jovens estudantes.

Com jeito de menina, Gleice se destaca de suas colegas por apresentar uma característica diferenciada, sua gravidez. Ela afirma que recebeu a notícia com naturalidade. É casada, mora próxima a escola e, quando o seu bebê nascer, pretende retornar às aulas logo em seguida. Os horários das mamadas não serão problemas para se afastar dos estudos, assegura sorridente. A criança ficará com sua irmã quando retornar à escola. Confiante com a nova fase em sua vida, ela acrescenta ainda que espera contar com apoio dos colegas e professores para lhe atualizarem sobre os assuntos perdidos enquanto estiver afastada.

A futura mamãe faz parte das estatísticas do crescente número de gravidez precoce entre jovens menores de 20 anos. Na região Nordeste, atingia 18,4% dessas meninas, em 1994. Em 2004, este índice aumentou para 23,9%, um crescimento de cinco pontos percentuais. Já no quadro nacional, este índice é menor, passando de 18,1% para 20,6%, segundo informações disponíveis no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na Escola Agnelo de Brito há casos de mães adolescentes, assim como mães maduras que depois de muito tempo se dedicando à família voltaram aos estudos. Há na instituição projetos interdisciplinares que auxiliam seus alunos em diversos temas, como Sexualidade, DST, Cuidados com o Bebê, Cidadania, entre outros. Os temas são debatidos em sala de aula, trabalhando com a orientação educacional, esclarece a vice-diretora, Luciana Pereira Ramalho.

“Ano passado parei de estudar para ter meu segundo filho”, revela Jucineide Jesus Santos, 25, aluna da 2ª série, mãe de Francielle, 6 meses e Fabrício, 6. Disse ter ficado triste ao saber de sua segunda gravidez, temendo deixar novamente os estudos, e assim aconteceu. Mas não desanimou. Neste ano, voltou à escola em busca de sua realização. Quando teve Fabrício, aos 19 anos, largou os estudos para cuidar do seu bebê. Em casa, estuda à tarde quando o seu filho mais velho está na escola e a caçula tira a soneca vespertina. O pai fica com as crianças para que ela possa freqüentar as aulas. “Meu marido me dá muito apoio”, disse Jucineide com um enorme sorriso no rosto.

Na Escola Municipal Metodista Susana Wesley, também localizada na Boca do Rio, há uma outra realidade. Não existem casos de gravidez na adolescência. No período noturno, há mães “maduras” que retornam às salas de aula após outros projetos na vida. “Os alunos recebem orientações direcionadas às fases do crescimento. Crescem com a conscientização de que tudo tem o seu momento na vida”, afirma com orgulho de sua administração a diretora Maria José Falcão. O prédio apresenta instalações bem conservadas. Suas paredes são decoradas com cartazes coloridos confeccionados pelos alunos de 1ª à 4ª série do ensino fundamental.
A Secretaria Municipal de Articulação e Promoção da Cidadania (SEMAP) atua com programas de planejamento familiar e promove a cidadania através dos programas Intervenção Social, Educação para Saúde Reprodutiva e Garantia dos Direitos Humanos. As escolas podem solicitar agendamento de palestras pelo telefone (71) 3244-9335. “O órgão vai até as escolas para apresentar seus programas”, informou a sub-coordenadora do projeto Planejamento Familiar, Maria Goreth Cidade.

* Ilustração: Xandinho
** Texto desenvolvido para a disciplina Oficina de Texto II, em abril/2007.

24 abril, 2007

Logotipo projeto: Salvador na sola do pé



Logotipo desenvolvido para o projeto jornal de bolso: Salvador na Sola Pé. Este, foi elaborado no coreldraw para avaliação na disciplina Introdução ao Design.
Como o projeto fala sobre vários pontos da capital baiana, o logo foi desenvolvolvido no formato de seta para dar sentido de direções, sugerindo caminhos.

18 abril, 2007

Elevador Lacerda apresenta dificuldades de comunicação

Claudia Caciquinho


O Elevador Lacerda, um dos mais belos cartões postais da cidade do Salvador e importante meio de transporte na conexão entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa, apresenta dificuldades na comunicação com o turista estrangeiro. Há um despreparo no treinamento dos funcionários e faltam informações visuais pelo local, o que prejudica a relação entre os visitantes e os funcionários.

Quando começa a alta estação o número de turistas aumenta consideravelmente pelos principais pontos turísticos de Salvador. No Elevador Lacerda não é diferente. “O fluxo de passageiros pelo local é alto, em média 35 mil visitantes fazem a conexão por dia”, segundo o supervisor do local Luis Jorge Souza.

A cobrança da passagem é feita na própria catraca e pelo valor ser de apenas cinco centavos de real, o andamento da fila fica comprometido pela dificuldade na comunicação entre cobrador e passageiro estrangeiro, assim como o repasse do troco. O turista se espanta com a baixa tarifa cobrada, ficando muitas vezes um pouco atrapalhado no ato do pagamento, citou Clarice Pereira, cobradora e funcionária mais antiga - 27 anos de serviço no elevador. “Por não haver distribuição de folhetos informativos sobre o lugar e a falta de conhecimento de outros idiomas, a boa comunicação com turista estrangeiro deixa a desejar”, ressalta o ascensorista José Carlos Bionde.

Este, que é um dos maiores símbolos do turismo baiano e passeio obrigatório de quem visita a cidade de Salvador, encontra-se em abandono. A última reforma foi realizada em 2001. A fachada ganhou uma nova iluminação, oferecendo uma aparência diferenciada à noite. Sistemas de ar-condicionado e som ambiente lhe foram implantados, sendo que estes não estão funcionando por falta de manutenção. Do alto, o visitante contempla a vista da Baía de Todos os Santos e de uma boa parte da Cidade Baixa, além de assistir ao espetáculo da natureza, o pôr-do-sol. O equipamento é uma criação do engenheiro Antônio de Lacerda. Foi inaugurado em 8 de dezembro 1873 e recebia o nome de Elevador da Conceição. Posteriormente, na década de 30, passou ter o nome de Elevador Lacerda em homenagem ao seu criador.

*Texto desenvolvido para a disciplina Oficina de Texto I, em nov/2006 - Projeto: Salvador na Sola do Pé.
**Foto: Luciano Genonádio