30 novembro, 2008

Veio do Rio é revelação no universo 4x4


por Claudia Caciquinho

Advogado, aposentado, pai de cinco filhos e avô de três netos, conhecido no universo 4x4 como Veio do Rio, Carlos Loureiro, descreve um pouco de como é a experiência de fazer aventuras Off Road. Sua fascinação por jipe começou desde muito cedo, ainda na infância e tinha fixação pelo carro Land Rover e ter um desse tornou seu sonho de consumo. Ao surgir o carro Troller 4x4, ele passou a acompanhar a evolução desse jipe. Por ser totalmente brasileiro, sua simpatia e admiração pelo veículo aumentava. Então, com o apoio e incentivo de seu filho mais velho, decidiu comprar um. Passou a fazer parte do mundo Off Road e, assim, surgiu, também, o Veio do Rio, no grupo baiano Brucutu Off Road.

Claudia - Você sempre teve esse tipo de carro?
Veio do Rio – Não. Na verdade nunca fui fiel a nenhum tipo ou marca de carro. Aliás, só repeti uma vez. Foi o carro UNO, da FIAT, tive dois, um branco e um preto.
CC - Então, o que o motivou a comprar um jipe 4x4?
VR - Na verdade era uma fixação de infância. Sempre fui fascinado por esse tipo de carro. Foi quando eu conversei com meu filho mais velho, Bruno, que conhece bastante de carro e ele incentivou e apoiou bastante a comprar um Troller. Sempre li bastante sobre 4x4. Não tinha nenhuma experiência quando decidi comprar o jipe.
CC - Por que um Troller?
VR – Eu acompanho a evolução do Troller desde o início, mas não pensando em um dia comprar um, apenas por gostar do carro. Sua trajetória é incrível! É o primeiro veículo com tecnologia 100% brasileira a participar do Rally Dakar. É bastante competitivo. Não fica nada a desejar entre os carros desse tipo de outras marcas como Honda, Toyota, Suzuki...
CC - É muito caro esse esporte?
VR – Não vou dizer que é barato. O carro em si, você pode comprar um usado a partir de 20 mil reais. Porém, requer uma atenção e cuidado maior que um carro convencional. É importante sempre fazer revisão no motor e nos pneus. A manutenção depende como você usa o carro e aí pode sair cara, sim. O importante é que sempre depois de fazer uma trilha, fazer uma lavagem técnica. O carro não deve ficar muito tempo sujo de lama, apesar de ser muito charmoso andar com o carro todo sujo de lama (risos). É importante observar os óleos, peças, parte externa, enfim, fazer revisão geral, sempre.
CC – Fale um pouco sobre sua primeira experiência off Road. Como foi?
VR – Antes de fazer parte de um grupo, fiz uma loucura com meu filho, fizemos um trecho muito perigoso, em Jauá, no Litoral Norte, e não recomendo que vá apenas um carro, o bom é que sejam, pelo menos, três carros. A trilha é de muita dificuldade, por ser completamente de areia, sua topografia irregular. A saída você nunca imagina que seja uma saída, por ter de passar quase por cima das casas. Eu ainda não participava de nenhum grupo de jipeiros, não tinha nenhuma experiência em 4x4. Foi muito difícil e arriscado.
CC - Como ficou conhecendo os grupos de jipeiros? Em especial, o Brucutu Off Road?
VR – Logo quando comprei o Troller eu arranhei o carro. Fui à concessionária e lá me indicaram a loja do Gaúcho, integrante do Brucutu. Já tinha lido em revistas sobre esses diversos grupos como Bahia Off Road, Terribles, Free Road, Brucutu. Mas, quando conheci o Gaúcho ele me falou do Brucutu Off Road. Ele me orientou a equipar o carro, a instalar um rádio amador PY, que é fundamental para a comunicação entre os participantes numa trilha e o tipo de pneu apropriado para fazer o trabalho pesado. Depois de eu equipar o carro todo fui convidado para ir a uma reunião do grupo Brucutu, que acontece sempre às quartas-feiras, para discutir pautas, trilhas, programação. Após quatro encontros, fui aprovado a fazer parte desse grupo. O Brucutu é um grupo familiar. A família toda participa. O nível de amizade é muito bom. A solidariedade, o companheirismo e amizade é o que mais se preza.
CC – Como vocês se organizam para os encontros?
VR – O Brucutu tem uma lista de e-mail no Yahoo Grupos. É através dessa lista de discussão que fazemos contatos, interagimos, diariamente e marcamos os encontros e planejamos trilhas. Nos encontros, as quartas, apenas, acertamos os detalhes, jogamos conversa fora e tomamos uma gelada.
CC - No Brucutu, as pessoas são sempre chamadas por apelidos, por quê?
VR – Os apelidos surgem por algum motivo, seja pelo comportamento ou por alguma característica da pessoa ou por habilidade, até mesmo aparência física. Há os mais diversos como Roda Presa, Pé no Bolso, Jardineiro, Jenipapo e Saputi, Bujão, Bulldog, Monstrinho, Gaúcho, Faca Cega, Candogueiro, Gazela, entre outros.
CC - Como foi sua primeira experiência na Copa Troller?
VR – Eu era inexperiente quando participei da Copa Troller 2007. O importante é cumprir a planilha e segui-la criteriosamente. Não adianta velocidade, mas, sim seguir a risca todas as orientações e passar por todos os pontos de observação da prova.
CC - Qual foi a trilha mais emocionante que você já fez com o grupo?
VR – Emoção por uma grande dificuldade ainda não tive. Mas, fiz uma trilha que foi muito emocionante por ter um elo emocional pessoal, em Paulo Afonso, interior da Bahia. Por ser uma das mais belas cidades do estado e fazer parte do sertão baiano. Um dos planos era fazer o Raso da Catarina, mas o tempo não deu devido a extensa programação turística e de trilha. E fazer o Raso, requer pelo menos três dias. Outra trilha muito bonita e emocionante foi a Chapada Diamantina, com belíssimas paisagens.
CC - Na última reunião você foi escolhido o novo presidente/líder, como funciona isso? Há mesmo esse cargo?
VR – O presidente funciona como um líder. O grupo não é oficial. É um grupo de amigos e o líder tem o papel de liderar o grupo. Puxar os trabalhos, fazer uma programação dentro de um princípio democrático.
CC - Qual a sua recomendação para quem quer entrar nesse universo 4x4?
VR – Primeiro conhecer um grupo de jipeiro e conhecer os diversos tipos de veículos que existem e, assim escolher o que mais se identifica. Equipar o carro é importante. Instalar um rádio amador PY, colocar pneus adequados, snorquel e fazer sempre revisão e manutenção.
*Foto: Claudia Caciquinho

29 novembro, 2008

Cultuarte Bahia reabre suas portas ao público

por Claudia Caciquinho

O Pelourinho reabre mais um centro de arte e cultura nesta última quinta-feira, 27. A Associação Cultuarte Bahia reinaugura depois de passar por reformas ocasionadas de um incêndio em julho.

A associação além de promover e vender produtos artesanais desenvolvidos por seus associados oferece também cursos de aperfeiçoamento para jovens e adultos da comunidade.

A sua reinaugauração contou com a presença de convidados especiais como, artesãos, turistas que passeavam pelo centro histórico e uma apresentação especial de um grupo de samba de roda que animou o evento e pôs todos os que passavam pelo local a sambar.

A Cultuarte também está presente em feiras de artesanatos da capital baiana divulgando os produtos que tem como principal característica o trabalho manual e tem inspiração nas matérias-primas de origem africana o que fortalece a cultura afrodescente. São produtos como bolsas, peças com casca de côco, bijuterias, bonecos de jornal, crochê, lembranças da Bahia, artes com materiais reciclados tipo latas de alumínio, entres outros.

A associação tem mais de 25 artesãos e busca artesãos jovens para integrar a equipe. Oferece, ainda, apoio a outras entidades que apresentem trabalhos direcionados aos valores da cultura afro.

*Foto: Claudia Caciquinho

08 outubro, 2008

Netinho faz grandes revelações


por Claudia Caciquinho

Ernesto de Souza Araújo Júnior, o Netinho, astro da música baiana, aos 42 anos está lançando seu 18º CD da carreira, o “Minha Praia”. Em entrevista a Revista Quem, ele faz grandes revelações e assume ser bissexual, “Gosto de menino e menina, mas hoje gosto mais de meninas”, afirma o cantor. Revela também ter usado drogas e critica a banalização atual da música baiana pelas bandas de pagode com letras de duplo sentido.

O cantor iniciou sua trajetória na Banda Beijo e em 1993 passou para a carreira solo e gravou o hit “Oh, Mila, mil e uma noite de amor com você”, um dos seus maiores sucesso, chegando a vender mais de 12 milhões de cópias desse CD.

Tornou-se ícone da música baiana no cenário nacional e internacional, fazendo diversas turnês. Atualmente, o cantor está trabalhando seu novo CD e afirma estar em seu melhor momento: “está muito feliz e maduro”. De tal forma que faz tantas revelações de sua vida pessoal.

A entrevista gerou polêmicas em diversos meios. Por apresentar manifestações das experiências e preferências do artista. Suas palavras foram noticiadas para um foco que acabou provocando debates sobre o assunto.

O jornal baiano Correio da Bahia divulgou na edição da última quarta-feira, na íntegra, uma nota com o depoimento feito pelo cantor em seu blog na internet referente à entrevista concedida por ele à Revista Quem.

Em seu blog Netinho revela: “Fui vítima de uma edição errada das minhas palavras. A gravação gerou uma entrevista de quase duas horas que não pode ser resumida em poucas linhas”. Revela ainda que muitas coisas que ele falou não foram expressas por inteiro e outras nem apareceram na matéria.

A entrevista seria para divulgar seu novo álbum, mas levou a outro foco. Por a revista ter uma linha editorial mais polêmica, a matéria não seguiu sua proposta inicial devido às revelações feitas pelo cantor.

Em seu texto, Netinho afirma, “Dei uma entrevista franca, sincera, relatando com exatidão alguns fatos PASSADOS da minha vida. Abordei temas polêmicos, eu sei, mas foram àquelas experiências relatadas ali que me ajudaram a construir minha personalidade e o meu caráter. E foram experiências boas, que me deram APRENDIZADO e me fizeram ser um homem bem melhor. Me orgulho de cada uma delas pois, sem elas, não seria o homem que sou hoje".

Ele admitiu ter usado drogas por experiência e não por ser usuário dependente. Por isso faz campanha contra seu uso, “Quando eu digo hoje a alguém 'NÃO USE DROGAS!', não falo da boca pra fora nem faço uso da hipocrisia. Falo com propriedade, pois experimentei, e apesar de ter sido uma experiência interessante, naquele momento, percebi que a droga nada acrescenta à vida de qualquer pessoa.” Ainda afirma que, da forma como a revista publicou, ficou a impressão de que ele faz apologia ao uso de drogas. Mas, Netinho afirma: ”ISSO NUNCA! Sou esportista, e sempre primei por uma vida SAUDÁVEL para mim e para os outros. Sempre procurei e procuro passar uma imagem saudável, de vigor físico e de saúde nas minhas apresentações em shows e na TV”.

A entrevista ou o que foi publicado nela pode ter surpreendido seu público, mas Netinho não se diz pego de surpresa, até porque, ele confirma as revelações, mas lamenta que, muito do que foi dito e que para ele é importante, não foi divulgado como deveria.
*Texto (release/perfil) produzido para a disciplina Oficina de Assessoria de Comunicação, em 1/10/2008.
**Foto: Internet

01 março, 2008

O diagnóstico precoce no combate ao câncer infantil

por Claudia Caciquinho
e Gisele Assis


Pela primeira vez o combate ao câncer infanto-juvenil está sendo comemorado em campanha nacional, que entrou em vigor a partir deste ano. A data escolhida para este ato foi o dia 23 de novembro, com campanha comercial em rede nacional gravada pelo ator e modelo Paulo Zulu. Capacitar os agentes de saúde e incentivar o diagnóstico precoce para detectar a doença é o objetivo dessa campanha.
O Grupo de Apoio à Criança com Câncer – GACC, que tem sua unidade no bairro Pau da Lima, em Salvador, representa uma das entidades filantrópicas que oferece apoio às famílias de baixa renda com crianças portadoras desta enfermidade. O grupo surgiu devido ao grande número de abandono ao tratamento por pacientes com chance de cura e que moravam em outras cidades do estado. Pensando nisso, o atual presidente da instituição, Roberto Sá Menezes, idealizou um local onde essas famílias pudessem se hospedar até concluir seus tratamentos e, assim, criou o GACC. “Não há restrições para o paciente que necessite desse apoio, apenas que o menor venha acompanhado de um adulto responsável ou por um agente tutelar durante o período”, garante Menezes.
A mãe de Wanderson Luiz Silva, que completará 11 anos em dezembro e há quatro está em tratamento, Neide Alexandre da Silva, disse que se não fosse o GACC poderia ter perdido seu filho, pois moram em Pilão Arcado e não possuem familiares na capital baiana. Sendo assim, cuidar de seu filho ficaria inviável, devido ao alto custo com hospedagens, já que precisam vir com regularidade, de 15 em 15 dias, para o tratamento de seu filho.
É importante que os pais fiquem atentos às alterações no comportamento e no corpo da criança, como perda de peso, palidez e nódulos, podendo assim identificar um diagnóstico precoce e tratar com sucesso a doença, revelou a mãe do paciente Wanderson.
“Atualmente, ele está fazendo sessões de radioterapia, devido a uma recaída de seu quadro de leucemia, mas graças a Deus ele já está melhor e fora de perigo. Logo terá alta”, falou Neide, com alívio.
Wanderson é um menino com sonhos. Quando vem fazer suas revisões hospeda-se no GACC e gosta de ficar no espaço onde estão o computador e a brinquedoteca, “é o lugar onde fico mais à vontade”, revelou sorrindo.
A Instituição – O Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC), tem como principal objetivo dar suporte às famílias de baixa renda, que possuem criança com câncer. A sede da entidade, localizada no Bairro de Pau-da-Lima, é um prédio com cinco pavimentos, 52 apartamentos com dois leitos cada, formando 104 leitos. Para se manter, a entidade filantrópica conta com a ajuda de empresas e empresários, micro e macro, voluntários e amigos, que contribuem realizando doações, em dinheiro, material ou até mesmo em serviços.
No órgão existem três centros de diagnóstico (laboratório): o primeiro de investigação de paternidade, o segundo de doenças contagiosas e o terceiro é para fazer o exame de HLA (exame que define a genética da pessoa e serve de base para uma eventual busca no futuro por um doador compatível nos registros nacionais e internacionais).
O presidente da instituição, Roberto Sá Menezes, relata que para a construção dos laboratórios, teve que ser cortada a verba que era da publicação do boletim enviado aos colaboradores. Ele ainda fala que o dinheiro de um dos fundos nacionais, que era passado como alimentação para a ONG pelo Governo Municipal, não é recebido aproximadamente há um ano e meio.
O Benefício – As famílias que procuram a GACC, em sua maioria, são do recôncavo ou do interior baiano e possuem renda baixa. Como o tratamento para cura da doença tem tempo posterior há dois anos, a instituição permite às famílias que moram em outra cidade ficarem nos alojamentos. Onde tem o auxílio alimentar, médico para os doentes e acompanhamento psicológico.
A psicóloga Regina Celi Carvalho ressalta que a terapia psicológica é importante na evolução do tratamento, ajuda a aumentar a confiança e auto-estima do paciente, assim como a dos seus familiares, que passam por momentos tão delicados e que, em muitos casos, chegam sem nenhuma esperança.
Parceiros – Segundo o presidente Menezes, existem clínicas e profissionais de saúde que concedem descontos, às vezes cobram apenas o material ou cobram apenas o serviço do anestesista. O São Rafael, através do SUS, disponibiliza um ambulatório de pediatria com seis leitos, exclusivo para as crianças.
A parceria com o Hospital São Rafael já dura 10 anos. “Apesar do investimento social, isso dá um prejuízo financeiro ao hospital de mais ou menos R$ 300 mil por ano”, conta o presidente.
Menezes ainda afirma que a arrecadação de doações através do telemarketing garante a captação de 70% da receita e a diferença é adquirida com donativos de escolas, empresas e institutos, como Itaú, Airton Sena e Ronald McDonald. A parceria com o Instituto Ronald McDonald, com o programa Mc Dia Feliz, obtém o equivalente a um mês de receita. Mas, isso não se faz cruzar os braços, pois ainda é preciso cobrir os outros 11 meses para completar o ano.
Com a participação do Criança Esperança foi montada uma biblioteca, como também a ampliação do parque e das salas de artes e músicas, criando assim um espaço para a recreação e lazer dos pacientes.

*Texto produzido para a disciplina Oficina de Texto III, em novembro/2007.
**Foto: Gisele Assis.

24 outubro, 2007

O design na produção de uma notícia

Claudia Caciquinho

Trabalhar a imagem e o texto na produção de uma matéria, seja qual for o meio de comunicação, impresso, digital ou áudio visual, é a função de um design gráfico. Esse profissional está apto a desenvolver a harmonia entre esses dois elementos para que o leitor se sinta atraído pelo conteúdo e pela arte. Esse é o trabalho de Alberto Feitosa, conhecido como “Beto Feitosa”, designer do jornal impresso Tribuna da Bahia, assim como também, da versão on line.

Com uma experiência de 12 anos de profissão e nesse mesmo jornal, Beto afirma que, o jornalista que não estiver apto a fazer a diagramação de uma página de qualquer veículo impresso ou na internet, este profissional estará fora do mercado em cerca de dois anos, pelo menos.

Para o Feitosa, o projeto gráfico de uma diagramação tem uma importância de 60% do conteúdo visual, sobrando o restante para a chamada do título e o conteúdo da matéria, destacando cores, formas e tamanhos da fonte (letra). É importante ressaltar para qual público alvo será o produto e assim o projeto deverá direcionado a este público, a página tem a função de comunicar e atrair o leitor.

Outro aspecto que hoje está tornando um grande diferencial na arte da diagramação é o infográfico. Quanto mais elaborado mais interessante fica a arte final da página, ressaltou Beto.
O texto deve ser sempre recortado em colunas, dando leveza a página. Se puder fazer o recorte no texto e colocá-lo em volta da imagem, torna a matéria muito mais agradável visualmente, opinou o programador visual. É sempre bom evitar deixar muitos espaços vazios, ele completa.

Segundo o designer, o projeto gráfico de Tribuna da Bahia é muito preso ao “cardápio” (padrão). Não há como inovar ou dar um diferencial na diagramação do jornal, fica muito restrito ao padrão, indagou.
*Texto desenvolvido para a disciplina do quarto semestre, Planejamento e Design Gráfico, em set/2007.
**Foto: Tribuna da Bahia (site)

04 setembro, 2007

Secretário Municipal de Economia Emprego e Renda de Salvador fala sobre a busca por uma oportunidade nos postos do SIMM


Claudia Caciquinho

O Secretário Municipal de Economia Emprego e Renda de Salvador, Paulo Mascarenhas, falou sobre a busca por uma oportunidade no mercado de trabalho e as dificuldades que o Serviço Municipal de Intermediação de Mão-de-Obra, o SIMM, tem em preencher estas vagas.

A falta de qualificação dos candidatos que, lá, buscam um emprego, faz com que este quadro eleve o índice de desemprego na capital baiana, sendo assim, o mais alto no país. Das 50 mil vagas disponíveis pelo serviço, apenas 20 mil foram preenchidas, afirmou Mascarenhas.

São oferecidos 30 cursos diferenciados de qualificação em diversas áreas como para confecções (design e corte e costura), telemarketing, hotelaria (camareira, garçons, atendentes, maitre etc), construção civil e outros serviços como fotógrafos de eventos e cinegrafistas. Foram matriculados, desde 13 de agosto, 1910 alunos no programa de especialização, sendo que, 14 mil enfrentaram um processo de seleção através de uma avaliação em conhecimentos gerais e testes específicos para a área desejada para, então, suprir as vagas existentes. Os cursos fazem parte de um convênio entre empresas especializadas em treinamento profissional com a prefeitura municipal para o candidato que busca uma especialização ou requalificação.

O serviço atende cerca de mil aspirantes a uma vaga por dia. Para cada vaga, o SIMM encaminha três candidatos para o processo de seleção da empresa solicitante. A credibilidade do serviço e a esperança de encontrar uma oportunidade no concorrido mercado de trabalho garantem o sucesso do SIMM pela população e empresas que buscam o atendimento.

Neste ano, fundo destinado à qualificação profissional, em Salvador, distribuído pelo governo federal, através do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), aumentou de R$ 500 mil para R$ 800 mil, assim afirmou o secretário.

*Texto desenvolvido para a disciplina Ofina de Texto III, em agosto/2007.
**Foto: Luciana Zacarias

02 julho, 2007

Em busca do tempo perdido

Claudia Caciquinho
Por que alguns estudantes abandonam seus estudos em busca de outras realizações? Dário Costa é estudante da segunda série do ensino médio, na rede pública estadual. Cadernos, livros, canetas e outros materiais escolares não fizeram parte de sua vida escolar por dois anos. Isto aconteceu porque ele deu prioridade a sua vida profissional, pois trabalhou como office-boy num escritório de advocacia por um período de aproximadamente três anos.

Ao chegar à casa do estudante, encontrei-o assistindo a um show da banda Calcinha Preta, em DVD, grupo que adora e está sempre ouvindo ou assistindo. Revela ainda que além de gostar de ouvir música, adora também ir a boate, bater papo com os amigos, ir à academia e correr na orla.

Dário está prestes a completar 27 anos, em junho. Estudar nunca foi sua meta, até ele perceber que era fundamental para seguir em frente como profissional e garantir um futuro melhor. Após sair de seu emprego, em janeiro, procurou, procurou trabalho e nada. Como ainda não havia concluído o ensino médio e por estar fora da faixa etária escolar, conseguir uma vaga no concorrido mercado de trabalho estava cada vez mais difícil. Foi quando ele decidiu voltar aos estudos e matriculou-se no Colégio Estadual Thales de Azevedo, localizado no bairro Costa Azul, na capital baiana.

O ex-mensageiro sempre teve dificuldades em sua longa trajetória escolar e contou um fato interessante que aconteceu em sua infância quando houve sua formatura da alfabetização. Ele já estava acima da média da faixa etária escolar. Aos 10 anos, seu tamanho destacava-se das outras crianças, mas foi com muito esforço, dedicação e aulas de banca que Dário foi receber seu diploma pela “Formatura do ABC”.

Atualmente o rapaz está se dedicando apenas aos estudos e pretende concluí-lo logo. Mas, algo acontece para desanimá-lo, mais uma vez, como assim aconteceu no ano de 2004: a greve geral dos professores da rede pública de ensino. O estudante entende que os professores têm direitos de reivindicarem por melhores salários e condições de trabalho. Porém, lamenta muito por isso e diz que este fato acaba desanimando muitos alunos, principalmente, os que também trabalham. “Não vejo a hora de voltar às aulas, já estou com saudades dos colegas”, disse com um olhar distante.

Dário revelou que está animado com seus estudos e que almeja um futuro melhor. Falou de sua admiração pela disciplina Sociologia, por ser uma ciência que fala sobre sociedade e desigualdade de classes sociais, acabou se identificando bastante com a matéria. Ao contrário das disciplinas da área de exatas como Matemática, Física e Química, ele disse: “não consigo gostar nem entender os assuntos, de jeito nenhum”.

* Texto desenvolvido para a disciplina Oficina de Texto II, em junho/2007.

11 junho, 2007

Prostituição em debate

Prostituição é a efetivação de práticas sexuais, hetero ou homossexuais, com diversos indivíduos e remuneradas, num sistema organizado, funcionando como um mercado de oferta e procura. O negócio da prostituição rende aos cafetões milhões de dólares, porque a prostituição não se reduz a um ato individual de uma pessoa que aluga o seu sexo por dinheiro, é uma organização comercial com dimensões locais, nacionais, internacionais e transnacionais onde existem três parceiros: pessoas prostituídas, cafetões e clientes, assim descreve o blog http://prostinfantiladoles.zip.net/.
O portal de notícias G1 apresentou no último dia 2 uma matéria abordando o tema Turismo Sexual. Os turistas chegam aos países atraídos pelo sexo fácil com garotas das mais diversas idades, inclusive, crianças. O site destaca que “cerca de três milhões de crianças são vítimas a cada ano da exploração sexual no mundo e, num total de 842 milhões de turistas, 10% escolhem seu destino em função da "oferta" em matéria de sexo, segundo um relatório publicado por ocasião do primeiro Dia Mundial por um Turismo Responsável”. No texto ainda destaca que na França, o Sindicato nacional de agências de viagem (SNAV) se dispõe a sensibilizar seus clientes através de folders distribuídos durante as viagens. "Manter relações sexuais com menores leva à prisão", alerta um filme divulgado nos aviões da Air France.
O tema quase não é abordado no site de relacionamentos, orkut, há apenas uma comunidade de combate a prostituição infantil, criada em março de 2006. A comunidade apresenta apenas quatro participantes e não contém nenhum comentário em seu quadro de fórum nem comunidades relacionadas. Já comunidades que aprovam a prostituição são cinco, mas todas sem uma participação significante. Entre elas está a comunidade “Eu saio com prostitutas”, criada em novembro de 2006 e com apenas um participante.
A novela "Paraíso Tropical", exibida às 21h na Rede Globo, aborda o tema prostituição. Representada pela atriz Camila Pitanga, Bebel busca um parceiro fixo que lhe sustente para sair da vida de prostituta do calçadão de Copacabana, bairro da capital carioca. A personagem está fazendo um grande sucesso e sugere que a sociedade faça uma reflexão sobre o tema que ainda apresenta preconceitos e tabus.

*Texto desenvolvido para a disciplina Cibercultura.
**Foto: Internet

30 maio, 2007

Chegar à universidade pública é a realização do sonho de muitos alunos da rede pública


Claudia Caciquinho

Meiga, com voz em tom suave, assim é Iara Soares Santos, 20 anos, estudante do primeiro semestre do curso de Pedagogia, da Universidade Estadual da Bahia (UNEB). Jovem cheia de sonhos espera trabalhar na área da psicopedagogia ou recursos humanos. Estudou em escola pública desde a 5ª série do ensino fundamental. Cursou o ensino médio na Escola Estadual Democrática Professor Rômulo Almeida, localizada no bairro Imbuí, na capital baiana e conquistou através de muito estudo uma vaga na universidade pública, objetivo de muitos alunos que estudam na rede pública de ensino.

Ao concluir o 3º ano, Iara se matriculou num cursinho pré-vestibular particular. A universitária enfatiza: “O ensino público é muito carente, vários assuntos que vi no cursinho não vi na escola, principalmente, na disciplina física. Apenas com o conteúdo visto na escola não é capaz de aprovar um aluno na universidade pública, mas depende muito do aluno. Acho que o governo deve dar uma atenção maior ao ensino público”. Falou ainda, com entusiasmo e gratidão, que os professores são muito dedicados, sobretudo, apresentam boa vontade em tirar dúvidas quando um aluno chega com alguma questão de prova de vestibular para ser solucionada. Nas avaliações da escola sempre tinha questão de vestibular, ressalta a futura pedagoga.

Segundo a professora de Geografia Veruska Assad, o aluno da escola pública chega ao ensino médio sem uma base estruturada, sem preparo. “No colégio há uma boa coordenação, valorizando o aluno, mesmo diante de tantas dificuldades. O lado humano é que fala mais alto”, ressalta a docente, que trabalha nesta escola.

No 3º ano, do ensino médio, há uma direção específica para o vestibular nesta escola. A equipe de professores está sempre voltada aos assuntos em evidência e que possivelmente poderão cair no concurso. Buscam estar sempre atualizados para colocar o aluno apto para prestar o vestibular. Na disciplina de Língua Portuguesa, por exemplo, são trabalhados os livros e os filmes que poderão ser questões nas provas, assim como as demais matérias também estão voltadas para o exame rumo à universidade, disse a professora.
Em 2005, o colégio obteve uma avaliação satisfatória no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) ficando na sexta colocação, com relação ao estado baiano. Há bons resultados na aprovação de alunos nos concursos da UNEB e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), disse com orgulho a professora de Geografia.

É através de convênios com suas quatro universidades públicas estaduais, que o governo da Bahia facilita o acesso do estudante da escola pública à faculdade através de cotas. O Universidade Para Todos e Faz Universitário, são programas oferecidos pelo governo estadual. Para participar o aluno precisa ter estudado em escola pública desde a 5ª série do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio, declara Patrícia Machado, coordenadora do programa Universidade Para Todos.Além destes programas o Governo Federal dispõe o Programa Universidade Para Todos (PROUNI), com bolsas, integrais ou parciais, para alunos de baixa renda às universidades particulares. Mas para isso o aluno deve ter cursado todos os anos do ensino médio em escola pública, informações disponíveis no site do MEC.


*Texto desenvolvido para a disciplina Oficina de Texto II, em maio/2007.
** Foto: Internet

10 maio, 2007

A dupla jornada de jovens mães estudantes

Claudia Caciquinho

Grávida de seu primeiro filho, Gleice Pereira dos Santos, 17, está cursando a 2ª série do ensino fundamental na Escola Municipal Agnelo de Brito, no bairro da Boca do Rio. A futura mamãe ainda tem uma importante etapa a ser vencida: concluir seus estudos. A iniciação sexual precoce, a falta de alguns cuidados e de uma orientação direcionada, faz que o risco de acontecer uma gravidez inesperada possa se tornar um grande problema para as jovens estudantes.

Com jeito de menina, Gleice se destaca de suas colegas por apresentar uma característica diferenciada, sua gravidez. Ela afirma que recebeu a notícia com naturalidade. É casada, mora próxima a escola e, quando o seu bebê nascer, pretende retornar às aulas logo em seguida. Os horários das mamadas não serão problemas para se afastar dos estudos, assegura sorridente. A criança ficará com sua irmã quando retornar à escola. Confiante com a nova fase em sua vida, ela acrescenta ainda que espera contar com apoio dos colegas e professores para lhe atualizarem sobre os assuntos perdidos enquanto estiver afastada.

A futura mamãe faz parte das estatísticas do crescente número de gravidez precoce entre jovens menores de 20 anos. Na região Nordeste, atingia 18,4% dessas meninas, em 1994. Em 2004, este índice aumentou para 23,9%, um crescimento de cinco pontos percentuais. Já no quadro nacional, este índice é menor, passando de 18,1% para 20,6%, segundo informações disponíveis no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na Escola Agnelo de Brito há casos de mães adolescentes, assim como mães maduras que depois de muito tempo se dedicando à família voltaram aos estudos. Há na instituição projetos interdisciplinares que auxiliam seus alunos em diversos temas, como Sexualidade, DST, Cuidados com o Bebê, Cidadania, entre outros. Os temas são debatidos em sala de aula, trabalhando com a orientação educacional, esclarece a vice-diretora, Luciana Pereira Ramalho.

“Ano passado parei de estudar para ter meu segundo filho”, revela Jucineide Jesus Santos, 25, aluna da 2ª série, mãe de Francielle, 6 meses e Fabrício, 6. Disse ter ficado triste ao saber de sua segunda gravidez, temendo deixar novamente os estudos, e assim aconteceu. Mas não desanimou. Neste ano, voltou à escola em busca de sua realização. Quando teve Fabrício, aos 19 anos, largou os estudos para cuidar do seu bebê. Em casa, estuda à tarde quando o seu filho mais velho está na escola e a caçula tira a soneca vespertina. O pai fica com as crianças para que ela possa freqüentar as aulas. “Meu marido me dá muito apoio”, disse Jucineide com um enorme sorriso no rosto.

Na Escola Municipal Metodista Susana Wesley, também localizada na Boca do Rio, há uma outra realidade. Não existem casos de gravidez na adolescência. No período noturno, há mães “maduras” que retornam às salas de aula após outros projetos na vida. “Os alunos recebem orientações direcionadas às fases do crescimento. Crescem com a conscientização de que tudo tem o seu momento na vida”, afirma com orgulho de sua administração a diretora Maria José Falcão. O prédio apresenta instalações bem conservadas. Suas paredes são decoradas com cartazes coloridos confeccionados pelos alunos de 1ª à 4ª série do ensino fundamental.
A Secretaria Municipal de Articulação e Promoção da Cidadania (SEMAP) atua com programas de planejamento familiar e promove a cidadania através dos programas Intervenção Social, Educação para Saúde Reprodutiva e Garantia dos Direitos Humanos. As escolas podem solicitar agendamento de palestras pelo telefone (71) 3244-9335. “O órgão vai até as escolas para apresentar seus programas”, informou a sub-coordenadora do projeto Planejamento Familiar, Maria Goreth Cidade.

* Ilustração: Xandinho
** Texto desenvolvido para a disciplina Oficina de Texto II, em abril/2007.

24 abril, 2007

Logotipo projeto: Salvador na sola do pé



Logotipo desenvolvido para o projeto jornal de bolso: Salvador na Sola Pé. Este, foi elaborado no coreldraw para avaliação na disciplina Introdução ao Design.
Como o projeto fala sobre vários pontos da capital baiana, o logo foi desenvolvolvido no formato de seta para dar sentido de direções, sugerindo caminhos.

18 abril, 2007

Elevador Lacerda apresenta dificuldades de comunicação

Claudia Caciquinho


O Elevador Lacerda, um dos mais belos cartões postais da cidade do Salvador e importante meio de transporte na conexão entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa, apresenta dificuldades na comunicação com o turista estrangeiro. Há um despreparo no treinamento dos funcionários e faltam informações visuais pelo local, o que prejudica a relação entre os visitantes e os funcionários.

Quando começa a alta estação o número de turistas aumenta consideravelmente pelos principais pontos turísticos de Salvador. No Elevador Lacerda não é diferente. “O fluxo de passageiros pelo local é alto, em média 35 mil visitantes fazem a conexão por dia”, segundo o supervisor do local Luis Jorge Souza.

A cobrança da passagem é feita na própria catraca e pelo valor ser de apenas cinco centavos de real, o andamento da fila fica comprometido pela dificuldade na comunicação entre cobrador e passageiro estrangeiro, assim como o repasse do troco. O turista se espanta com a baixa tarifa cobrada, ficando muitas vezes um pouco atrapalhado no ato do pagamento, citou Clarice Pereira, cobradora e funcionária mais antiga - 27 anos de serviço no elevador. “Por não haver distribuição de folhetos informativos sobre o lugar e a falta de conhecimento de outros idiomas, a boa comunicação com turista estrangeiro deixa a desejar”, ressalta o ascensorista José Carlos Bionde.

Este, que é um dos maiores símbolos do turismo baiano e passeio obrigatório de quem visita a cidade de Salvador, encontra-se em abandono. A última reforma foi realizada em 2001. A fachada ganhou uma nova iluminação, oferecendo uma aparência diferenciada à noite. Sistemas de ar-condicionado e som ambiente lhe foram implantados, sendo que estes não estão funcionando por falta de manutenção. Do alto, o visitante contempla a vista da Baía de Todos os Santos e de uma boa parte da Cidade Baixa, além de assistir ao espetáculo da natureza, o pôr-do-sol. O equipamento é uma criação do engenheiro Antônio de Lacerda. Foi inaugurado em 8 de dezembro 1873 e recebia o nome de Elevador da Conceição. Posteriormente, na década de 30, passou ter o nome de Elevador Lacerda em homenagem ao seu criador.

*Texto desenvolvido para a disciplina Oficina de Texto I, em nov/2006 - Projeto: Salvador na Sola do Pé.
**Foto: Luciano Genonádio